Personalidade: Bruna é divertida, simpática e com um admirável senso de humor. Mesmo suas tiradas mais sarcásticas são feitas com bom humor e simpatia. Ela é uma rebelde reformista, preferindo entrar no sistema para reformá-lo de dentro. Apesar de ter vários amigos e flertes, evita relacionamentos profundos, jamais se deixando envolver. Ela tem amor e admiração pela arte criada pelos humanos, e tem pena deles. Seres imperfeitos que precisam de uma mão mais firme. Ela ama representar e ama mais do que tudo ser adorada pelo público. Seus fãs são tudo para ela. Bruna sente pena ou desprezo pelos demais Caídos. Ela se uniu a Sammael por achar que o Criador se recusa a admitir a imperfeição de sua obra e que ele precisa ser desafiado para enxergar a verdade.
Histórico: Bruna foi adotada por uma família de classe média-baixa, seus pais eram artistas, ambos atores. Ela cresceu neste meio e começou a representar cedo, mas enquanto seus pais amavam o teatro, Bruna amava a televisão. Seu primeiro trabalho remunerado foi na televisão, aos onze anos. O sucesso a embriagou. Ela fez todos os cursos de teatro que pôde, lutou por papéis e comerciais e fez de tudo para ter sucesso, sem medir sacrifícios. A cada vez que era bem sucedida, que era aplaudida, mais e mais queria a adoração do público. Seu despertar veio ao cumprir as exigências humilhantes de um diretor para obter um papel. Ela se lembrou de suas vidas anteriores, como samaritana e hierofante, e se viu novamente presa à Terra. Bruna usou seus poderes recém-descobertos para dominar o diretor. Sob controle, o homem se mostrou muito competente e o filme foi um sucesso. Isto bastou para convencer Bruna que a humanidade tem seu valor, desde que direcionada. Ela se tornou uma sammaelita logo depois. Quando a liderança sammaelita carioca foi exterminada pelos paladinos, Bruna decidiu se esconder, preferindo atuar de forma indireta. Bruna sente-se segura com sua fama e rede de contatos, ela já tentou localizar outros sammaelitas, mas nenhum dos que encontrou tem perfil para ser um bom líder, coisa que ela não quer ser, por se mantém solitária. Recentemente, Bruna descobriu que sua amiga Vitória Ramos e que o jornalista Roberto Jardim são Caídos. Seu objetivo agora é descobrir a qual irmandade eles pertencem e se é possível cooptá-los para os Sammaelitas. Bruna conhece Leonardo, mas se recusa a obedecê-lo, julgando-o metido demais. Ela sabe da existência de Caio e de Rogério. Do primeiro ela quer distância e estuda como usar o segundo.
Personalidade: Caio é emocionalmente insensível. Tem capacidade de perceber as emoções alheias e de como manipulá-las, mas aí termina sua empatia. Ele é pessoalmente pouco emotivo e incapaz de sentir compaixão. Ele se sente realmente vivo ao matar humanos, no impacto que causa e na qualidade artística de suas mortes. Diante das pessoas, é um verdadeiro camaleão emocional, mascarando sua personalidade e emoções – ajustando-as à situação em que se encontra. Os que o conhecem o tem como um bom vizinho e um bom amigo.
Histórico: Caio morava nas ruas e desde cedo se destacou por sua beleza. Nem sempre positivamente. A imensa pobreza, os abusos constantes, a insensibilidade das pessoas, a aleatoriedade que parecia governar a distribuição de riqueza e pobreza, tudo isto moldou sua personalidade. Caio aprendeu a usar sua beleza para subir na vida. Foi descoberto e começou a trabalhar em comerciais ainda criança. Com o dinheiro, ele saiu das ruas e abrigou sua "mãe" e "irmãos", que se destruíram na bebida e outros vícios. Só, resolveu curtir a vida. Parece destino que ao fazer alpinismo ele tenha sofrido um acidente e despencado de 12 metros de altura. Ao cair, se lembrou da Grande Queda e despertou. Quebrou vários ossos e foi hospitalizado, mas agora tudo fazia sentido. Seu nome, sua queda, sua condição. Lembrou-se de vidas como paladino, samaritano e hierofante. Nada havia adiantado. Odiou os humanos, os responsáveis pela revolta de Sammael. Mas, mesmo seu ódio era vazio. Buscou a Sammael e passou a tomar vidas para preencher este imenso vazio. Os humanos são desprezíveis, indignos dele. Caio toma como vítimas os seres sobrenaturais: caídos; noturnos; lendas; feiticeiros. Não importa, desde que sejam dignos dele.
Personalidade: Luciana está sempre a mil por hora. Elétrica, dinâmica, questionadora, gosta de colocar as pessoas contra a parede – testando suas convicções. Expansiva e apaixonada, Luciana tem amizade, mesmo entre os humanos. Afinal, eles não tem culpa de serem inferiores e apesar de suas limitações conseguem realizar muito. Luciana despreza os Caídos em geral e é neutra em relação aos outros seres sobrenaturais. Ela questiona Sammael, julgando que ele quis substituir uma ditadura por outra com ele no poder. Secretamente, ela tenciona fazer uma democracia celestial, em que Caídos, Celestiais e Condenados elejam seus representantes num parlamento.
Histórico: Luciana foi adotada ainda criança por um casal de professores. Os pais adotivos dela eram politizados, sindicalizados e extremamente combativos. Foi neste lar respirando a política e ateu que Luciana cresceu. Cedo ela se envolveu com a política estudantil e foi durante um protesto que ela despertou. Suas vidas anteriores tinham sido poucas e inicialmente ela tentou se juntar aos Paladinos e depois aos Samaritanos. Mas eles jamais questionavam a vontade divina e tinham uma visão muito medieval do mundo celestial. Luciana então se uniu aos hierofantes e aprendeu o mais que pôde. Decepcionada novamente, decidiu se unir ao rebelde – Sammael. Uma vez entre os sammaelitas, chegou a conclusão que eles também eram tacanhos e mesquinhos. Seu objetivo passou a ser derrubar a estrutura vigente e impor uma democracia celestial. Ela tenciona arrebanhar adeptos e depois abandonar os sammaelitas. Este pode ser o cerne de uma nova irmandade – os iconoclastas. Luciana respeita os errantes por seu questionamento, mas os acha indecisos demais, e os alienígenas pela originalidade de suas teorias, mas os julga loucos. Luciana quase foi morta por Caio e busca um modo de se vingar.
Personalidade: Leonardo é um alto funcionário do Ministério da Educação. Arrogante, prepotente, egoísta, mas charmoso e envolvente quando precisa. Sabe falar muito, dizendo pouco. Tem uma boa percepção dos diferentes pontos de vista em um debate e chegar a um acordo que aparentemente agrade a todos. Ele tem um profundo desprezo pela humanidade, que julga fraca e egoísta. Ao contrário do que poderia esperar, é um homem violento, que gosta de entrar em combate e sabe se defender muito bem. Ele pratica jiu-jitsu e vale-tudo numa academia da Barra. Leonardo se vê como o líder natural dos sammaelitas do Rio de Janeiro e possui dois deles e alguns possuídos sob seu comando. Falta ainda convencer os outros...pelos meios que se fizerem necessários.
Histórico: Leonardo foi adotado bem pequeno por uma das famílias mais ricas e influentes do Rio de Janeiro. Ele foi inclusive adotado como filho verdadeiro. Cresceu numa atmosfera de luxo, ostentação, hipocrisia e insensibilidade social. Despertou durante um jantar de gala, em que viu todos como marionetes, bonecos seguindo um papel traçado. Desprezou totalmente a humanidade naquele instante. Leonardo prefere ser o poder nas sombras, exercendo cargos políticos nomeados e razoavelmente resguardados da pressão popular. Com os contatos familiares, entrou no Ministério da Educação e fez carreira. Exercendo influência considerável sobre vários ministros. O plano atual de Leonardo é simples – aniquilar o ensino. Para ele o ensino fundamental e médio públicos já estão arrasados. O plano é atacar o ensino universitário público e os órgãos de pesquisa. Cortando bolsas de estudo e pedindo a privatização do ensino universitário. O dinheiro é usado em medidas chamativas para a imprensa, mas que não abordam o verdadeiro problema. Assim, o ensino universitário público é arrasado sem resolver o problema do ensino fundamental público. Para o ensino particular, basta incentivar a noção do ensino como mercadoria. Leonardo conhece Bruna e Caio, mas não conseguiu comandá-los. Leonardo tem outro objetivo para depois que morrer e cair ao Abismo – derrubar Sammael e se tornar o novo senhor dos Sammaelitas.
Personalidade: Violento, sádico, cruel e autoritário. Estas qualidades combinam-se com duas outras de forma estranha. Rogério é masoquista, gostando de sofrer fisicamente. Além disso, ele tem uma forte necessidade de aprovação, de ser popular diante de determinadas pessoas. Assim, ele permite que suas namoradas usem e abusem dele, quanto pior – melhor. E é fanaticamente leal a seus amigos. Ele acha a humanidade estúpida, mas divertida – sentimento que também devota aos Caídos. Os sammaelitas são a irmandade que ele julga que lhe dá liberdade e apoio ao mesmo tempo.
Histórico: Rogério foi adotado e cresceu na favela da Rocinha. Ele viu a pobreza, o desespero das pessoas honestas contrastar com a aparente prosperidade dos criminosos e fez sua escolha. Começou como avião no tráfico e foi subindo. O dinheiro era bom, ele tinha namoradas, amigos e ajudava a mãe em casa. O despertar veio num conflito com a polícia. Vidas inúteis como paladino, errante e hierofante. Passou a julgar todos estúpidos. O único objetivo da vida era curti-la ao máximo. Pensou em se unir aos hedonistas, mas eles não ofereciam apoio o bastante. Escolheu então os sammaelitas. Rogério hoje é um traficante de importância média na organização criminosa que comanda a Rocinha. Ele é fanaticamente leal ao líder da organização – Fabio da Cruz, e à sua mãe. No momento ele está sem namorada, a última meteu a mão na grana e sumiu do Rio de Janeiro por achá-lo esquisito demais, e está procurando por outra. Alguém para sugá-lo e fazê-lo de capacho. Rogério conhece Bruna e tem verdadeira adoração por ela. Seria a namorada ideal, mas isso é sonhar alto demais...