CAÍDOS DO RIO DE JANEIRO

Prosseguindo com o desenvolvimento do Rio de Janeiro como cenário de campanha para Era do Caos, apresentamos os Caídos do Rio de Janeiro. Estes de forma alguma são todos os caídos do Rio de Janeiro, afinal ainda tem os personagens da sua campanha! Mas são personagens da editora que estão envolvidos com algumas das tramas oficiais de Era do Caos. Assim, alguns deles são os Caídos oficiais mais importantes do Rio de Janeiro. O mestre pode utilizá-los como NPCs em suas tramas. Alguns destes personagens já foram apresentados no suplemento "Caídos" e aqui tem seu histórico atualizado.

Os Caídos são os anjos que não lutaram na Grande Batalha entre Miguel e Sammael nos tempos imemoriais. Por sua inação, foram condenados a encarnar em corpos humanos, em incontáveis vidas, até alcançarem a Redenção. O Brasil é a maior nação católica do mundo, muitos dos caídos surgem aqui. Muitos sobrevivem em meio a beleza, prazeres, sofrimentos e perigos da "cidade maravilhosa". Para saber mais clique no link "Caídos". Os Caídos não são tantos quanto se poderia imaginar. O Rio de Janeiro em Era do Caos tem quase sete milhões de habitantes. Existem aproximadamente noventa caídos assim distribuídos: alienígenas (4); errantes (8); hedonistas (15); hierofantes (8); juízes (15); paladinos (11); samaritanos (12); samaelitas (17) Alguns estão bem envolvidos com a cidade e tem peso nas decisões que afetam a vida da população. Outros tem uma penetração mais popular, atuando junto as comunidades carentes. Existem caídos tão envolvidos com suas identidades humanas que quase esquecem da sua condição angélica. Outros uma vez despertos não conseguem mais se adaptar.

PALADINOS

Por Carlos Klimick

Esta irmandade busca alcançar a Redenção aniquilando o mal. No passado foram heróis, cavaleiros e justiceiros. Hoje são policiais, militares e justiceiros. Existem aqueles que se preocupam mais em atacar as causas do mal ao invés de seus efeitos, para isso procuram obter poder político e econômico. Esta irmandade vem se unindo e se organizando cada vez mais pelo mundo, utilizando a Rede como meio para troca de informações e formação de alianças. No Rio de Janeiro o principal responsável pela organização dos paladinos é o Dr. Alberto. Sob a liderança do Dr. Alberto, os paladinos vem se infiltrando na polícia, corpo de bombeiros e empresas de segurança particular. Existe um projeto ainda em debate de infiltrar paladinos no crime organizado. A proposta é de que esta estratégia teria resultados no longo prazo, pois permitira conhecer mais sobre os bandidos, seus contatos na polícia e no meio político, identificar a presença de seres sobrenatuais entre eles, etc. Estas informações permitiram que em cinco anos um ataque coordenado de paladinos e iluminados causasse um efeito devastador sobre o crime organizado. Os opositores desta estratégia argumentam que para se infiltrar entre os bandidos um paladino terá que participar de suas operações por alguns anos, comprometendo temporariamente seus ideais. Para este grupo "nada justifica compactuar com o mal." O Dr. Alberto teve a sorte de ser adotado por uma família de posses e por vários anos vem fazendo o possível para se infiltrar nos meios político e empresarial. Recentemente ele e os principais paladinos perceberam a importância de uma maior presença na mídia.

Os paladinos atuam em razoável harmonia com os samaritanos e hierofantes e com neutralidade em relação a hedonistas e errantes. Juízes e Sammaelitas são perseguidos implacavelmente. A nova irmandade dos "Alienígenas" é vista com espanto e com o bom humor tipicamente carioca.

Dr. Alberto Vilela

Idade: 61 anos.
Descrição: 1,78m de altura, 82kgs. Cabelos pretos bem grisalhos, curtos, sem barba. Moreno, olhos negros, usa óculos. Costuma se vestir mais formalmente. Terno em ambiente de trabalho e camisa e calça social em outras ocasiões.
Profissão: empresário. Elemento: Terra.
Residência e área de atuação: Apartamento duplex de cobertura na Barra da Tijuca. Atua em todo Grande Rio. Diretamente nas rodas comerciais e políticas, indiretamente no combate ao crime.
Personalidade: simpático, afável, tolerante em relação as pessoas e opiniões divergentes das suas. O Dr. Alberto é contra o racismo, o machismo e o autoritarismo. Costuma consultar as pessoas antes de tomar uma decisão e faz questão que todos entendam porque algo está sendo feito. Isso às vezes o torna um pouco hesitante e lento para agir. O Dr.Alberto tolera bem as demais irmandades considerando que cada um tem o direito de buscar seu próprio caminho para a Redenção, com exceção de duas: Sammaelitas e Juízes. Com essas não há acordo possível, apenas o extermínio. Porém, às vezes pode se sentir disposto a tentar recuperar um sammaelita. Paternalista, Alberto tenta ajudar ao máximo seus protegidos e sente forte amizade por Alexandre.
Histórico: Alberto Vilela foi adotado por uma família da classe alta quando ainda era criança. Recebendo boa educação, desde cedo ele percebeu a importância do dinheiro para poder influenciar o mundo ao seu redor. Quando estava na adolescência, despertou para sua condição de Caído, lembrando-se inclusive de algumas de suas vidas passadas. A experiência não foi das melhores, Alberto tornou-se uma pessoa cínica e tão materialista quanto possível para um Caído. Atirando-se aos negócios do pai, usou seus poderes para aumentar a fortuna da família e até para seduzir as mulheres que o interessavam. Ele chegou a se unir aos juízes por algum tempo. Após alguns anos, ele foi procurado por dois sammaelitas que tentaram recrutá-lo. Chocado com o fato dos sammaelitas considerarem-no "digno deles", Alberto pediu um tempo para pensar e saiu vagando pelas ruas do Rio de Janeiro. Passou por crianças pedindo esmolas no sinais, pivetes roubando para se alimentar e "ajudar em casa", bombeiros se arriscando para combater um incêndio, um policial bêbado e desesperado com seu baixo salário e a rápida liberação dos bandidos que prendia, médicos lutanto num hospital público para salvar vidas. Quando o sol ressurgiu Alberto havia renascido. Ele continuaria a usar seus métodos, mas seus objetivos haviam mudado. Alberto rapidamente eliminou os sammaelitas e os juízes que o haviam conhecido. Depois se dedicou a encontrar e organizar os paladinos do Rio de Janeiro. Ele continuou a jogar os jogos de política e intriga dos poderosos, mas com objetivos bem diferentes. Hoje a fortuna e a influência de Alberto são bem consideráveis. Sua fortuna é estimada em quase cem milhões de reais e ele tem influência direta sobre alguns deputados federais, estaduais e vereadores. O dinheiro de Alberto vem de investimentos em imóveis e empresas de hardware e biotecnologia. Ele lidera um pequeno, mas bem organizado grupo de de paladinos. A principal preocupação de Alberto é encontrar um paladino capaz de sucedê-lo no comando da organização que criou.

Alexandre Santos (o "Anjo" ou "Anjinho")

Idade: 28 anos
Descrição: 1, 93m, peso: 110kgs. Loiro, cabelos bem curtos, olhos azuis, não usa barba. Veste-se infomalmente, com jeans, camiseta ou camisa aberta, bermuda, etc. Tem um ou dois ternos para quando realmente precisa usá-los.
Profissão: detetive da polícia investigativa (antiga polícia civil). Elemento: Fogo Residência e área de atuação: casinha velha, mas inteira, numa vila no Catete. Atua principalmente no Centro da Cidade, Catete, Glória, Lapa, Largo do Machado e Flamengo.
Personalidade: extremamente simpático, Alexandre é o tipo do cara que se dá bem com todo mundo e tem amigos e contatos por toda parte. Malandro, conhece bem a bandidagem e não se deixa enganar com facilidade. Por outro lado, é mulherengo e deixa que as mulheres façam gato e sapato dele. Emotivo, Alexandre é leal aos amigos, adora a filha adotiva de quatro anos, torce pelo Flamengo e toca tamborim na bateria da Mangueira. Ele tem um lado sombrio, perigoso e violento que é temido por criminosos, juízes e sammaelitas, os quais persegue e destrói com rara eficiência.
Histórico: o pequeno Alexandre foi inicialmente adotado por uma prostituta que morava com a mãe numa favela. Apesar da grana ser curta, as duas eram carinhosas com o menino. A mãe morreu de AIDS quando ele tinha cinco anos. Ele continuou a morar com a avó e apesar de viver nas ruas continuou a estudar no CIEP local por insistência dela. Quando Alexandre tinha onze anos, sua avó também morreu e ele teve de ir para um orfanato. Quando tinha 15 anos fugiu do orfanato e foi viver nas ruas. Vivendo de biscates, conseguiu ser abrigado por uma velha e fazer pequenos serviços para terminar o primeiro grau. Preso injustamente, teve de ficar num Instituto para Menores Infratores até os dezoito anos. Na adolescência Alexandre despertou para sua verdadeira identidade e decidiu entrar na polícia. Não tendo segundo grau, teve de entrar para a polícia ostensiva, atuando uniformizado nas ruas. Depois terminou o segundo grau e se tornou detetive da polícia investigativa. Ao defender uma prostituta de um namorado explorador e violento, apaixonou-se por ela e acabou se convertendo ao Candomblé. Como o Rio de Janeiro é uma cidade de fusão cultural, não viu nenhum problema entre sua nova fé e sua condição angélica. Alexandre continuou na polícia, mas, sendo um policial mais ou menos honesto e não sendo particularmente brilhante nos estudos, ele não conseguiu ir muito longe. Por sorte, tornou-se amigo de outro policial honesto que vinha recém-transferido de São Paulo, Pedro. Depois tornou-se amigo de outro paladino, Jeremias. Finalmente, conheceu o Dr.Alberto e passou a contar com uma maior suporte financeiro. Alexandre passou por várias desilusões amorosas ao longo da vida, apaixonando-se e sofrendo várias vezes. Infelizmente, ele não consegue se controlar e mesmo quando está apaixonado "cai em tentação". A poucos anos ele adotou uma menina registrando-a como sua filha e dando-lhe o nome de Carmem. Alguns paladinos, hierofantes e samaritanos acreditam que a menina está predestinada a ser uma grande líder espiritual. Dentre esses há quem diga ser uma temeridade deixar uma possível líder espiritual ser criada por um cara como o Alexandre. Porém, Dr. Alberto, Jeremias e a samaritana Marília apoiaram Alexandre pois sabem não existir pai mais carinhoso e humano do que ele. Além disso, foi a própria Carmenzinha que o escolheu. Dentre os amigos do Alexandre destacam-se Jeremias, Pedro e o Dr. Alberto. Ele não suporta Augusto (a quem ele "carinhosamente" apelidou de "Caco Antibes") e o sentimento é recíproco. Alexandre tem bons contatos na polícia, no submundo e entre hierofantes e samaritanos.

Augusto Gascon

Idade: 35 anos
Descrição: 1,82m, 85kgs. Cabelos castanho-claro, curtos, olhos azuis, pele clara, não usa barba. Costuma se vestir mais formalmente. Terno em ambiente de trabalho e camisa e calça social em outras ocasiões.
Profissão: empresário. Elemento: Ar.
Residência e área de atuação: Apartamento duplex de cobertura no Jardim Botânico. Atua em todo Grande Rio. Diretamente nas rodas comerciais e políticas, indiretamente no combate ao crime.
Personalidade: elitista e preconceituoso. Augusto é racista, machista e julga o povo uma massa ignorante que tem de ser protegida de si mesma. Segue os princípios de "noblesse oblige" e "white man's burden". Conservador, ele chega a ser um pouco anacrônico em relação a tecnologia, sentindo o peso de vidas passadas. Augusto é arrogante e acredita ser mais puro do que quase todos à sua volta. Ele vê os noturnos como aberrações que tem de ser destruídas, as lendas como seres primitivos que devem ser submetidos e feiticeiros como crianças brincando com o que não entendem. Seus pontos positivos são um código de honra, lealdade e determinação. Ele se julga o sucessor do Dr. Alberto e está achando que o bom velho está ficando ineficiente e precisando se aposentar.
Histórico: Augusto é uma raridade. Um caído que foi criado por outro caído. Ele estava em um orfanato quando foi adotado por um empresário rico de uma família tradicional da França. O homem era um paladino que o criou dentro de padrões, valores e estabelecimentos de ensino extremamente conservadores. Augusto veio ao Brasil com o pai quando era adolescente, ambos acreditavam que purificar o atrasado país da América do Sul era uma missão sagrada. Pai e filho se dedicaram a obter poder político e econômico, julgando ser este o campo para homens com as habilidades deles, deixando o combate direto ao crime para paladinos mais simplórios. Por incrível que pareça, Pierre, o pai de Augusto, fez amizade com o Dr. Alberto e os dois forjaram uma aliança. Após alguns anos, Pierre foi morto por um possuído e Augusto passou a trabalhar com o Dr. Alberto. Augusto desaprova a liberalidade de Alberto e a conduta de Alexandre e Jeremias, apesar de reconhecer sua eficiência. Ele se julga um tutor melhor para criar a jovem Carmenzinha, a profetizada nova grande líder espiritual da humanidade. Obviamente, seu relacionamento com Alexandre e Jeremias é péssimo. Augusto colocou sua fortuna em aplicações na bolsa, imóveis e um hotel de luxo. Ele fez vários contatos políticos e usou seus poderes para descobrir "podres"e obter influência. Recentemente ele conseguiu obter a concessão para um canal de TV, uma rádio e um jornalzinho. Ele vem usando sua influência para promover valores morais que julga serem mais adequados para a população.

Jeremias Pereira

Idade: 27 anos
Descrição: 1, 86m, peso: 97kgs. cabelos castanhos na altura dos ombros, olhos castanhos, não usa barba. Veste-se infomalmente, com jeans, camiseta ou camisa aberta (gosta de usar camisas largas e bem compridas), bermuda, etc. Tem um ou dois ternos para ocasiões especiais.
Profissão: professor de artes marciais. Elemento: Fogo
Residência e área de atuação: apartamento conjugado no Catete. Atua principalmente no Centro da Cidade, Catete, Glória, Lapa, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes (para onde gosta de curtir a praia).
Personalidade: simpático, sarcástico, curioso e um tanto louco, Jeremias é um paladino diferente. As sucessivas vidas e fracassos em atingir a redenção deixaram-no um pouco desiquilibrado. Ele costuma incendiar as roupas e os cabelos para aterrorizar os criminosos que caça. Seu senso de justiça é próprio, ele mata criminosos e sammaelitas sem remorsos, mas não admite tortura. Extremamente leal aos amigos, suas atitudes incomuns escondem uma alma sensível.
Histórico: Jeremias foi adotado ainda bebê e criado por uma família de classe média baixa de Jacarepaguá. Sua infância foi normal, com amigos, jogos de bola, videogames, etc. O dinheiro era pouco, mas a família era estável. Jeremias conseguiu fazer o ensino fundamental em escola particular, mas fez o ensino médio em escola pública. Com muito esforço, conseguiu fazer a faculdade de Educação Física na UERJ. No ano em que se formou passou por dois traumas: despertou como caído se lembrando de suas vidas passadas e seus pais adotivos morreram num desastre de automóvel. Desiquilibrado mentalmente, Jeremias vagou pelo mundo fazendo bicos. Foi segurança de boate, guia de turismo ecológico, deu aulas em academias, fez de tudo. Um dia, ao impedir um assalto, resolveu se tornar um paladino. Suas ações espalhafatosas acabaram atraindo a atenção da polícia e ele foi preso. Na delegacia encontrou-se com Alexandre a quem connhecia de outra vida, apesar do próprio não se lembrar disso. Libertado, uniu-se ao grupo do Dr. Alberto. A amizade de Alexandre exerceu uma influência estabilizadora sobre Jeremias. Depois ele se uniu a uma iara de dupla personalidade, o que foi uma boa influência para sua sanidade mental (?). Quando a iara, que era fotógrafa, viajou para ficar um ano fora, Jeremias começou a se desestabilizar novamente. Foi quando conheceu Silvinha, a hedonista alucinada. Jeremias resolveu conhecê-la melhor para decidir se seria necessário matá-la antes que ela se tornasse uma samaelita. O resultado foi que ele se apaixonou perdidamente pela Silvinha e se uniu à Irmandade dos Alienígenas criada por ela. Jeremias mantém sua amizade com Alexandre e Alberto e continua atuando junto aos paladinos, isso não atrapalha sua presença nos Alienígenas pois "nossas tradições vem do verbo misturar". Ele tem uma pequena van e vive de vender cachorro-quente na porta de escolhas de delegacias de polícia.

Vitória Ramos

Idade: 25 anos
Descrição: 1, 70m, peso: 60kgs. Morena, cabelos negros na altura dos ombros, olhos castanhos. Veste-se infomalmente, com jeans, camiseta, bermuda, etc. Porém, gosta de se produzir para sair e tem roupas mais finas para quando é preciso. Não gosta de usar vestidos, preferindo usar calças.
Profissão: detetive da polícia federal. Elemento: ar
Residência e área de atuação: casinha, numa vila em Jacarepaguá. Atua principalmente em Jacarepaguá, Madureira, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.
Personalidade: na sua vida particular, Vitória bem que poderia ser uma hedonista. Extrovertida, adora sair, dançar, bater papo com os amigos, namorar, ir ao cinema, etc. Na sua vida profissional e como paladina, é extremamente séria, meticulosa, objetiva e eficiente. Leal aos amigos, ela é intolerante em relação a assassinos, estupradores, traficantes e sammaelitas. Ela é mais flexível em relação a juízes, preferindo argumentar ao invés de sair atacando.
Histórico: Vitória foi adotada quando criança, mas o lar em que foi recebida era conflituoso. Os pais adotivos viviam brigando e a tinham adotado na esperança que ela os unisse mais. Não deu certo. Os dois acabaram se separando e ela voltou para o orfanato. Felizmente, a menina tinha amigas e o carinho das freiras do orfanato e professoras na escola. Seria de se esperar que Vitória tivesse ficado traumatizada, mas este não parece ser o caso. Ela dá muito valor a amizade, mas não despreza o conceito de família. Apenas não julga ser a família tradicional o único ambiente possível para que uma pessoa cresça saudável e feliz. Ela cresceu no orfanato e ao atingir a adolescência despertou como caída. Decidida a retomar o trabalho de paladina da vida anterior, ela estudou e entrou para a polícia federal. Ao conduzir uma investigação no Rio de Janeiro, conheceu o Dr. Alberto e se uniu ao grupo dele. Competente, ela planeja bem suas operações antes de agir, mas também é capaz de improvisar. Enquanto Alexandre e Jeremias cuidam mais dos crimes locais, Vitória se concentra na esfera federal que influencia o Rio de Janeiro. Vitória tem amizade pelo Dr. Alberto, respeita Alexandre e Jeremias e despreza Augusto. Ela receia que se Alberto morrer de repente, Augusto tente substituí-lo, o que seria desastroso. Para impedir isso, ela vem se posicionando como uma possível sucessora para o Dr. Alberto. Vitória ficou intrigada com a atitude jornalística de Roberto Jardim e preocupada com a união dele com a filha do presidente da Biotech Sul. Desconfiada de que ele é um caído, ela o vem investigando para descobrir qual é a afiliação dele. Vitória é amiga da atriz Bruna Golemsky, mas não sabe que ela é uma caída e muito menos que é uma sammaelita. Em sua atuação Vitória travou contato com Gabriel Littín, Rosa Beltrão e Ana Martins, curupiras que atuam nas mesmas áreas que ela. O contato foi pacífico, as filosofias de trabalho são similares e há um grande respeito mútuo. Apesar do convite, Vitória preferiu não se unir ao grupo coordenado por Gabriel.

Juízes

Esta é uma irmandade que perdeu a esperança na Humanidade e na sua própria capacidade de alcançar a Redenção. Sua única esperança é o Apocalipse, quando terão novamente a oportunidade de combater Sammael ao lado de Miguel. Como está demorando um pouco, eles decidiram acelerar o processo. Os juízes tentam exarcebar ao máximo a tensão social, por isso infiltraram-se nas áreas política (esquerda e direita), empresarial, militar, mídia, policial, crime organizado. Por exemplo, no golpe militar de 64 havia juízes agindo em conjunto dos dois lados para tentar causar uma guerra civil. Em 64 o plano falhou, mas com a atual crise social do Brasil, muitos juízes acreditam que desta vez uma guerra civil não tardará a explodir. O boato de que um (uma?) líder espiritual nasceu torna o momento ainda mais propício. O sucesso dos paladinos sob a liderança de Alberto havia desorganizado os juízes, deixando-os como um grupo desunido e intimidado. A vinda de Roberto Jardim mudou isso. Com seus contatos, recursos financeiros e liderança, Roberto reorganizou os juízes da cidade maravilhosa. Seu plano de longo prazo consiste em aumentar seu controle da mídia para fomentar um desespero social, os demais juízes se infiltram no crime organizado e na polícia para aumentar o "clima de guerra" na cidade. Enquanto isso, juízes infiltrados no meio militar e político se preparam para quando a guerra de verdade estourar. Roberto percebeu que os paladinos já sentiram a mudança nos juízes e preparam uma nova ofensiva através da mídia. Ele sabe que os paladinos tem uma certa vantagem no meio empresarial. Ele pretende contra-atacar isso fazendo alianças com Javier Littín e outros empresários. Quanto a presença dos paladinos na mídia, ele pretende bloqueá-la por todos os meios possíveis. Por sorte o conservadorismo de Augusto Gascon facilita seu trabalho.
Os juízes não tem um bom convívio com nenhuma das irmandades, mas conseguem se manter neutros em relação a hierofantes e errantes. Eles desprezam os hedonistas e samaritanos e mantém uma disputa feroz com os paladinos. Quanto aos alienígenas, eles simplesmente não sabem o que pensar.

Roberto Jardim

Idade: 37 anos
Descrição: 1,84m, 85kgs. Moreno; olhos castanho-escuro; cabelos negros, semi-encaracolados na altura dos ombros; brinco prateado na orelha direita; usa cavanhaque. Veste-se mais formalmente, preferindo ternos e roupas sociais, mas dando valor ao conforto.
Profissão: jornalista - editor responsável pelo Jornal das 8 da Rede Mundial de Notícias. Elemento: Ar
Residência e área de atuação: casa de luxo em um rico condomínio da Barra da Tijuca. Atua nos meios empresariais, políticos, mídia e artísticos. Faz amizade com políticos, empresários, emergentes, tradicionais, etc. Atua no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Personalidade: Roberto é um homem objetivo e que persegue seus objetivos com grande determinação. Sua habilidade de relacionamento mantém um equilíbrio entre as convenções sociais da classe alta e uma chocante sinceridade sempre que possível. Sua leve arrogância e sarcasmo ferino grangearam-lhe admiração e inimigos em igual medida. Ainda assim, Roberto tem sensibilidade sobre como as pessoas pensam, o que pode emocioná-las e é capaz de apreciar obras de arte, formar laços de amizade amar intensamente. Seu sentimento como juiz é de pena em relação a humanidade, presa a um mundo de hipocrisia e estupidez. Para consertar o mundo será necessário começar tudo de novo. Daí sua opção pelo Apocalipse.
Histórico: Roberto foi adotado por um casal de classe média. Seu pai e sua mãe trabalhavam como jornalistas e ambos conseguiram subir bastante na carreira. Ao longo de sua vida viu o poder aquisitivo da família e o prestígio dos pais subir bastante. Porém, as discussões a noite às vezes eram terríveis. A mãe ficava furiosa quando "maquiavam" suas reportagens, ou deixavam de lado assuntos importantes para enfatizar bobagens. O pai, conformado, dizia que a o mundo era assim mesmo. Sempre fôra e sempre seria desse jeito. As discussões angustiavam o jovem Roberto e mesmo o amor e união dos pais não conseguiam acalmá-lo. Ele despertou na adolescência, assistindo ao filme "O Resgate do Soldado Ryan", lembrando-se que sua última morte fora justamente durante a II Guerra Mundial. Roberto passou a noite em claro, relembrando suas vidas passadas: samaritano, errante, hierofante. Nada parecia ter adiantado, ele continuava preso a terra. A humanidade também parecia evoluir muito lentamente, se é que evoluia. O jeito era "forçar o destino", ele decidiu se tornar um juiz. Roberto seguiu carreira jornalística, aproveitando os contatos dos pais e tendo bastante talento, ele subiu rapidamente. Usando a Rede, fez contatos com outros juízes e se uniu ao grupo paulista. A irmandade era coesa e se ajudava mutuamente. Sua carreira avançou ainda mais, ao mesmo tempo que ele ajudava outros. Tornado-se editor-chefe de um grande jornal, Roberto decidiu provocar o Apocalipse simplesmente publicando a verdade nua e crua: assassinatos, corrupção, ineficiência governamental, ganância corporativa; tudo que pudesse fazer as pessoas perderem a esperança no mundo atual. Seus poderes e aliados tem garantido sua sobrevivência e as altas vendagens garantiram sua permanência no cargo. Numa das festas de alta sociedade, Roberto conheceu Helena Littín. Inicialmente o namoro deveria servir para apromorar a rede de contatos de Roberto, mas ele se apaixonou por Helena, amando-a verdadeiramente. Recentemente, Gabriel mudou-se para o Rio de Janeiro, assumindo a direção do Jornal das 8 da Rede Mundial de Notícias, um importante canal de televisão. Ele descobriu que os juízes do Rio de Janeiro estavam descoordenados e rapidamente reorganizou-os, transformando-os num grupo coeso e unido. Sua política de recrutamento também trouxe novos membros para a irmandade. A vinda de Carlos Capablanca foi bem-recebida e Roberto considera-o um contato útil junto ao crime organizado. Roberto é de fato o líder dos juízes do Rio de Janeiro e mantém contatos com seus amigos de São Paulo.

Carlos de Ortega y Gasset Capablanca

Idade: 36 anos
Descrição: 1,80m, 75kgs. É muito magro passando uma impressão (falsa) de fragilidade. Pele clara. Seus cabelos (que geralmente usa raspados - estilo escovinha) são louros. Tem olhos de um azul bastante profundo. Suas mãos são ossudas e tem dedos compridos. Raramente é visto sem camisa, para não mostrar as grandes asas que tem tatuadas nas costas. Costuma se vestir mais discretamente - jeans e camisa pólo (esporte-chique), usa óculos escuros normalmente.
Profissão: negociante de armas (legal e ilegal) Elemento: Ar
Residência e área de atuação: apartamento sala e três quartos no Flamengo. Atua em todo Grande Rio.
Personalidade: Carlos é bastante afável... até que pisem em seus calos. É do tipo que dá um boi para não entrar em uma briga, e duas boiadas para não sair. Tenta ganhar intimidade logo com todos com quem mantém contatos regulares, mas não fala quase nada de si. Tem mania de apelidar as pessoas assim que as conhece (não é, Tati?). É ousado demais para sua segurança. Passa involuntariamente um ar de malandragem que as vezes deixa as pessoas apreensivas. É bastante obstinado e persegue seus objetivos (quaisquer que sejam) até as últimas conseqüências. Carlos hesita muito antes da matar pessoas extremamente más. Afinal não quer aumentar os exércitos de Samael. Quanto as boas que se intrometem em seu caminho... bom, o exército do Senhor sempre necessita de reforços.
História: Carlos tem um pé plantado solidamente no comércio internacional de armas, e está se tornando um de seus big players. De Barcelona comanda uma operação extremamente eficiente que funciona com um numero surpreendentemente baixo de pessoas, graças ao envolvimento de Carlos em quase todos os negócios. Tudo isto montado em 10 anos, graças a um objetivo definido, ousadia e muita sorte (leia-se sincronicidade). Carlos se ressente de ter caído, e quer provar ao Senhor seu valor. Espera lutar bravamente no Apocalypse e ser perdoardo. Ocorre que Carlos se lembra ter esperado já demais (sua recordação mais antiga é de ter vivido na época de Cortês, e a mais recente como revolucionário na Guerra Civil Espanhola), e que se necessário for causar o Apocalypse ele próprio para mostrar seu valor, que assim seja. De qualquer forma, leva um longo tempo, e tem que se criar uma vasta reputação no mercado antes de se conseguir acesso a armamentos nucleares, o que Carlos veio trabalhando nos últimos 10 anos. Recentemente Carlos se envolveu em uma complicada operação, envolvendo algumas autoridades do governo Brasileiro, e conseguiu eliminar seu principal rival na Espanha, ao mesmo tempo que tomou sua operação de comércio para o Brasil. Subitamente Carlos notou que atirou no que viu e acertou no que não viu, descobrindo que sua espera pode ser mais curta que pensou. Para surpresa de todos os membros de seu grupo, e sem maiores explicações mudou seu centro de operações para o Rio de Janeiro. Ao participar da eliminação de um grupo de sammaelitas Carlos descobriu que um (ou uma) grande líder espiritual nasceu no Rio de Janeiro. Acreditando estar na pista do Messias renascido, Carlos veio ao Rio de Janeiro para localizar a criança.

Armando Cruz

Idade: 22 anos
Descrição: 1,79m, 82kgs. Cabelos castanho-escuros curtos, olhos castanho-escuro, não usa barba, boa forma física. Bonito, tem uma tatuagem em forma de dragão na omoplata direita. Gosta de se vestir com camisetas escuras, boné, calça camuflada (exército) e tênis. Fuma cigarro.
Profissão: músico Elemento: fogo
Residência e área de atuação: um apartamento quarto e sala na Pavuna. Armando atua em qualquer lugar que tenha uma estação de trem ou metrô. Porém, prefere se concentrar nas zonas norte e centro.
Personalidade: Armando tem uma postura agressiva no modo de falar, andar e olhar. Ele procura criar uma "aura de perigo" ao seu redor. Porém, com os amigos e parentes ele se transforma, revelando-se uma pessoa leal, prestativa, simpática e até carinhosa. Sua revolta com o mundo que o cerca é o que gera seus impulsos destrutivos. Malandro, não gosta de se arriscar agindo diretamente, preferindo "armar" para que os outros ajam por ele ou se "ferrem sozinhos". Dotado de grande sangue-frio, Armando crê firmemente que os fins justificam os meios.
Histórico: Armando foi adotado cedo por uma família que já tinha um filho e uma filha. Pertencente a classe baixa, a família criava os filhos com dificuldade, mas se mantinha unida. Armando cresceu brincando com os colegas na rua e estudando em escolas públicas. Foi um dos seus professores que descobriu seu talento para a música. Enquanto assistia alguns de seus antigos colegas entrarem para a bandidagem, Armando se dedicou de corpo e alma ao seu talento musical. Nisso contou com o apoio dos pais, professores e amigos. Suas músicas falavam da situação de abandono das comunidades carentes e tinham forte conteúdo social. Porém, ele sempre era recebido com pouco interesse pelas gravadoras que preferiam músicas de conteúdo erótico ou humorístico. Frustrado, Armando foi passando sua revolta para suas músicas, o que foi lhe fechando ainda mais as portas. Foi numa rara oportunidade num programa de televisão que ele despertou. Foi nesse mesmo programa que ele foi descoberto por Roberto Jardim. Roberto deu o apoio emocional, financeiro e de mídia que Armando precisava e o recrutou para os juízes. Armando ainda não conseguiu o sucesso que gostaria, mas agora tem um objetivo maior. Para aumentar sua capacidade de ação, Armando vem cultivando contatos com o meio artístico e com a bandidagem local. O que é fácil considerando que alguns de seus antigos amigos estão neste meio. Sua atuação causou alguns confrontos com o curupira Major Sérgio Machado, que atua principalmente na Vila Militar. Motivo pelo qual ele evita a região. Por sorte o curupira da sua área residencial, Cláudio Ferreira, é mais pacífico e não desconfia de suas reais intenções. Um sucesso recente de Armando foi fazer com que dois paladinos eliminassem um hedonista traficante de drogas que vinha lhe causando problemas e poderia vir a se tornar um samaelita.

Simone Sousa

Idade: 32 anos
Descrição: 1,74m, 69kgs. Cabelos castanhos, lisos e curtos; olhos castanho-amarelhado; magra, mas em boa forma física. Usa roupas informais, camisas largas, calças ou saias; botas de couro. Gosta de prender o cabelo, usar colares e pulseiras e fuma compulsivamente.
Profissão: detetive particular Elemento: Água
Residência e área de atuação: apartamento de sala e dois quartos no Méier. Atua em todo Grande Rio.
Personalidade: Simone tem uma personalidade cínica e pessimista. Ela sempre diz o que pensa e tem um humor ácido. Dotada de grande calma e sangue-frio, ela é capaz de matar com grande frieza e raramente perde o controle. Simone acredita que são as raras as pessoas idealistas e/ou capazes de nutrir uma verdadeira amizade ou amor. Quando identifica uma delas torna-se extremamente protetora, tornando-se sempre que possível o "anjo da guarda" da pessoa. Apesar de ter um perfil solitário, Simone tem alguns amigos verdadeiros, destes só um sabe de sua verdadeira condição.
Histórico: Simone possivelmente é a Caída mais poderosa do Rio de Janeiro. Sua aparência engana e ela é extremamente capaz nas habilidades de luta, furtividade, percepção, intimidação e em diversos poderes. Simone tem várias vidas passadas, sendo a primeira na antiga Roma Imperial. Samaritana, paladina, hedonista, hierofante, errante, ela foi de tudo e nada adiantou. Por isso ela se uniu aos juízes. Na sua vida atual Simone foi adotada quando criança por um casal de classe média baixa que se divorciou quando era adolescente. Por ser "esquisitona", Simone sempre teve poucos amigos. Ela sempre guardou dentro de si uma tristeza que não sabia explicar. Seu despertar ocorreu no fim da adolescência, quando perdeu a virgindade. Sua primeira intenção foi se unir aos paladinos, mas depois de dois anos perdeu as esperanças nesta linha de atuação e se tornou uma juíza. Seguindo a profissão de detetive particular, Simone se dedicou a desvendar e expor os podres dos poderosos e do governo. Ela era a principal fonte de informações de vários jornalistas. Ela também se dedicou a eliminar policiais corruptos e bandidos, jogando uns contra os outros para aumentar a "guerra na cidade". Quando os paladinos desestruturaram os juízes, Simone foi uma das poucas que não se deixou abalar. Os três paladinos enviados para detê-la jamais voltaram. A chegada de Roberto reorganizou os juízes e foi bem-vinda por Simone. Mas, se ela não tem interesse em liderar, também não aceita ser liderada. Ela trata Roberto como igual e aceita ou não as sugestões dele. Simone inicialmente atuava na Tijuca, mas, após alguns confrontos com a curupira local, Júlia Ibarra, percebeu que ela é uma das raras pessoas idealistas que ainda existem no mundo. Para evitar um confronto mortal, Simone se mudou para o Méier aonde submeteu o curupira local, Zeca Cardoso.

Jorge Oliveira

Idade: 24 anos
Descrição: 1,95m, 115kgs. Cabelos pretos, curtos, olhos negros. Jorge é bem forte e musculoso, mas tem um olhar gentil. Ele gosta de se vestir com roupas esportivas, preferindo camisetas, joggings e tênis. Usa uma tatuagem com uma sereia no braço esquerdo.
Profissão: professor de aeróbica e cozinheiro Elemento: Terra
Residência e área de atuação: apartamento de quarto e sala em Laranjeiras. Atua em todo Grande Rio.
Personalidade: sensível, gentil, simpático e amigável. Jorge é uma pessoa dividia e amargurada, um maníaco-depressivo que alterna períodos de grande alegria com profundas crises de melancolia. Tem grande amor a natureza, talento para a culinária e é capaz de grande amizade e lealdade, sendo inclusive um pouco ingênuo.
Histórico: Jorge foi criado num orfanato, sendo uma pessoa alegre, otimista e com uma enorme confiança no futuro. Porém, nunca foi adotado. Sua "cara de bobo" não atraía os possíveis pais. O carinho das funcionárias do orfanato amenizou a dor de crescer sem uma família tradicional. Esta decepção não foi nada comparada a que estava por vir. Jorge foi na vida passada um dedicado paladino que depois se tornou um ainda mais dedicado samaritano. Portanto, tinha plena convicção de que tinha se redimido. A decepção ao despertar e ver que ainda estava na terra foi demais para ele, causando sua síndrome de mania-depressão. Desesperado, ele vagou sem rumo até encontrar com Roberto Jardim, que lhe deu acolhida e um rumo na vida. Ele abraçou a causa dos juízes como sua última esperança. Porém, Jorge ainda é um homem atormentado por dúvidas sobre certo e errado, se os fins realmente justificam os meios. Sentindo a fragilidade dele, Roberto evita mandá-lo em missões violentas, exceto quando o alvo é claramente um ser maligno como um estuprador ou assaltante. Nesses momentos, a antiga fúria paladina de Jorge ressurge em grande estilo. Por enquanto, Jorge está satisfeito e obedece Roberto fielmente, mas é uma pessoa muito influenciável. Curiosamente, Jorge e o curupira de Laranjeiras, Marcos Lima, já se encontraram, mas em situação extremamente propícia. Nas horas vagas, Jorge é um ativista ecológico e vê em Marcos um grande líder, apoiando-o sempre que pode. Um não sabe da condição sobrenatural do outro.