
Antes sós do que mal-acompanhados.
Por Fernanda Lins
Estive recentemente em Varginha para conhecer de perto os relatos e "evidências" sobre o dito "ET deRio Belo". A primeira coisa que se nota é a disposição de diversos moradores da cidade de aproveitar turisticamente os relatos sobre o tal ET. São vendidos desde inofensivos bonequinhos, chaveirinhos e cartões postais até "misteriosos" fragmentos de metal encontrados nos locais em que o alienígena foi avistado. Examinei um dos tais fragmentos e verifiquei que ele era feito de alumínio com furinhos e alguns pedaços de bronze incrustados nele. Não deixa de ser uma bela peça de artesanato.
Conversei com os moradores e coletei vários dos relatos. A maioria era uma pura expressão do "querer é poder": quero aparecer, quero acreditar. Mas, alguns impressionam pela coerência e emoção.
Examinei também as famosas marcas dos OVNIs no chão e no couro das vacas. Nada indica que não possam ter sido feitos por um bando de moleques locais se divertindo com a credulidade alheia. Sinceramente, alienígenas não teriam coisa melhor para fazer do que vir à Terra em suas naves, sem serem detectados por nossos radares, para deixar marcas na grama e em vacas e ficar brincando de esconde-esconde com seus fãs?
Lamento, mas não encontrei nenhuma evidência convincente da presença de Ets na região e fico feliz que nenhuma bolsa de estudo tenha sido liberado para estudos nessa área. Num país tão carente de saúde, tecnologia e pesquisa, pesquisadores sérios tem coisas mais sérias para se ocupar.