Idéias para aventuras em Era do Caos

NOTÍCIAS

JORNAL O GLOBO, 13 DE ABRIL DE 2001

Novo acidente em plataforma

Petrobrás retira trabalhadores da P-7 após vazamento.

Um novo acidente em plataforma petrolífera forçou na madrugada de ontem a Petrobrás a retirar 106 pessoas da P-7, na Bacia de Campos. Os operários foram levados de barco para as plataformas de Pampo e Enchova, por causa de um vazamento na tubulação da P-7. A Petrobrás lacrou os 17 poços ligados à plataforma que produz 15 mil barris por dia e está localizada a 120 kilômetros da costa. Segundo a diretoria da empresa, vazaram 26 mil litros de óleo. O vazamento na P-7 foi controlado às 14h30min. O acidente ocorreu três semanas depois da morte de 11 operários na explosão da P-36."

Em Era do Caos:

Os acidentes na plataformas da Petrobrás são oriundos de sabotagem. O propósito da Elite é transferir o controle da bacia petrolífera de Campos, a maior do Ocidente, para as mãos da iniciativa privada. para isso é necessário desmoralizar a Petrobrás. Os sabotadores agem em conluio com funcionários da Petrobrás. Porém, está havendo uma divergência na Elite. Alguns membros pretendem colocar a bacia de Campos sob o controle de uma multinacional, outros preferem que a empresa privada seja de origem brasileira. Essa divergência levou ao surgimento de um pequeno grupo da Elite que prefere manter a bacia sob o controle da Petrobrás e a Petrobrás sob o controle da Elite. Os três grupos estão se enfrentando indiretamente em conspirações. Os personagens podem ser elitistas de baixo nível hierárquico, ou se verem envolvidos nas tramas dos três grupos ao investigarem os acidentes nas plataformas de petróleo.


JORNAL O GLOBO, DOMINGO, 04 DE JUNHO DE 2000

Ex-soldados acusam o Exército de matança

Testemunhas dão nova versão para o confronto de 91 na fronteira com a Colômbia: mortos eram garimpeiros e não guerrilheiros.

TABATINGA (AM), MANAUS (AM) E BOGOTÁ, COLÔMBIA. Em fevereiro de 1991, após uma emboscada guerrilheira que matou três soldados no posto militar do Rio Traíra, fronteira do Amazonas com a Colômbia, o exército brasileiro deflagrou uma reação que resultaria dias depois na morte de pelo menos sete colombianos. Desde então, o Exército sustenta que os mortos eram guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc) que reagiram ao cerco da tropa brasileira. Nove anos depois, surge nova versão para o conflito: um sargento e dois soldados que participaram da ação, comerciantes colombianos e parentes das vítimas afirmam que os mortos eram garimpeiros sem ligação com a guerrilha, que foram perseguidos, capturados, torturados e executados por militares brasileiros.

Em Era do Caos

O fato pode se reproduzir no futuro e é investigado pelos personagens. Outra opção é os personagens estarem na região quando o fato ocorre, sendo testemunhas ou tomando parte de um dos lados do conflito.
A área já era um foco de tensão entre garimpeiros colombianos e militares brasileiros. De um lado, os garimpeiros colombianos entrando no território brasileiro para minerar ouro. Do outro, os militares brasileiros querendo impedir a ocupação de qualquer jeito. Escaramuças de ambos os lados, com garimpeiros sofrendo ameaças e agressões de militares antecederam o ataque terrorista da Farc ao posto militar brasileiro.
No mundo de Era do Caos, um dos capitães do Exército Brasileiro na região é um sammaelita (ver "Caídos") e aproveitou a ocasião para cometer uma atrocidade. Enquanto militares brasileiros caçavam guerrilheiros e garimpeiros que fossem informantes dos guerrilheiros. O capitão Sammaelita comandou um grupo de soldados que executou garimpeiros inocentes. (Cabe ao Mestre do Jogo decidir se na sua versão da história guerrilheiros e/ou seus informantes também foram mortos pelo Exército Brasileiro. Seria uma boa cobertura para o capitão sammaelita e complicaria as investigações e decisões dos personagens) Os personagens podem ser investigadores do Ministério Público, particulares ou jornalistas tentando desvendar o caso. Eles também podem estar tentando impedir que a tragédia se repita.